Levantamento baseado em informações orçamentárias da própria empresa mostra redução de quase 60% em gastos com a manutenção de linhas, trens e estações nos últimos dois anos.
Em 2014, o Metrô desembolsou R$ 409 milhões na recapacitação e modernização das quatro linhas que opera diretamente (1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 5-lilás), valor que caiu para R$ 206 milhões no ano seguinte e se limitou a R$ 168 milhões em 2016.
Os efeitos práticos dos cortes são os riscos maiores de problemas no transporte de 4 milhões de passageiros -que, nesta semana, enfrentaram transtornos nas quatro linhas a cargo da companhia.
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Na terça (7), um descarrilamento interrompeu a circulação de trens entre as estações Artur Alvim e Corinthians-Itaquera, na linha 3-vermelha, a mais lotada da rede. Ao
sair do trilho, um vagão atingiu e destruiu as grades de uma passarela de proteção.
Uma mulher ficou ferida levemente no pulso, e passageiros relataram esperas de mais de uma hora para conseguir embarcar em ônibus.
Os dados de execução orçamentária mostram o tamanho do corte de gastos na linha do Metrô onde houve esse episódio. Se em 2014 a 3-vermelha recebeu, sozinha, aporte de R$ 227 milhões para recapacitação, em 2015 foram R$ 77 milhões e, no ano passado, só R$ 64 milhões.
A gestão Alckmin afirma seguir um cronograma de gastos.



